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As crianças e as brincadeiras que envolvem o toque

Brincar com o corpo faz parte da descoberta da própria identidade.

Redação Crescer

"Quero mais, mãe!", diz Nicole, de 3 anos, em meio a gargalhadas, pedindo para que a brincadeira de fazer cócegas continue. "Ela ri tanto que às vezes faz xixi nas calças", conta a mãe, a arquiteta carioca Bia Lemos. A descoberta das boas sensações proporcionadas pelo carinho dos pais começa, na verdade, logo após o nascimento. "O ato de mamar, por exemplo, é uma fonte de prazer", afirma a psicóloga Teresa Vecina. Além do contato da boca com o peito da mãe, em geral a criança, nesse momento, também é alvo de carícias nos cabelos, na bochecha, na covinha do rosto. Esses toques são motivo de boas sensações para o bebê.

Novas sensações
Por volta dos 2 anos, já com o sistema motor mais desenvolvido, a criança passa a buscar novas sensações. "Explorar o próprio corpo é a única maneira de a criança descobrir quem ela é. Logo, isso é imprescindível para o desenvolvimento da identidade pessoal", explica a psicóloga. Numa simples brincadeira de fazer cócegas, ela aprende que o toque pode causar alegria e até sofrimento, como aquela falta de ar característica depois de uma boa risada. Essa etapa de descobertas é importante para que, mais tarde, ela desenvolva o autocontrole e identifique seus limites. Conter o riso, fazer cara feia ou mesmo mandar beijos são maneiras de se expressar com o corpo em situações variadas. A pequena Nicole, por exemplo, adora "chantagear" Bia pedindo massagem. "Mesmo que eu esteja nervosa, fica difícil negar ao ver aquela carinha", diz a mãe.
Além disso, esse tipo de brincadeira também ajuda a marcar um limite nas relações da vida da criança. Ela só costuma divertir-se com cócegas ou massagens quando feitas por pessoas muito íntimas, em geral o pai, a mãe e tias ou tios muito chegados. Nunca pede isso a estranhos. Esse é um ponto muito positivo e deve ser respeitado e estimulado.

Sexualidade
Num universo de descobertas, as mãos da criança transformam-se em sua principal ferramenta de pesquisa. "Ela praticamente vê com as mãos e por isso quer tocar tudo. Isso inclui todas as partes do corpo", explica a psicóloga Teresa. Nesse contexto, mexer nos órgãos sexuais é natural. Não deve, portanto, ser encarado como algo negativo. "Eventualmente, a criança pode sentir prazer com isso, o que não significa que o ato seja consciente, e muito menos sensual", diz Teresa. Segundo ela, isso faz parte do reconhecimento do corpo.

 

Fonte: Site da Revista Crescer - http://revistacrescer.globo.com/


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